19 dezembro 2006

72. BIBLIOGRAFIA

Desta vez carregámos com menos livros nas mochilas. O volume e o peso do material informático e de campismo não o permitiram. Fomos selectivos e inventivos – que trabalheira foi encontrar folhas de papel de 50 gramas e torná-las legíveis em fotocópias e impressões (letra 7) de textos que gostaríamos de ler em viagem.
Além destes A4’s, levámos 6 livros. Voltámos com 3. Os restantes regressaram mais cedo com a Guida.
Ainda imbuídos do espírito de redução de peso, cada um de nós comenta apenas um título, um eleito. Ficam no entanto registados em fotos todos os volumes pré-seleccionados.


Le Livre des Déserts - itinéraires scientifiques, littéraires et spirituels , sob direcção de Bruno Doucey, Editions Robert Laffont, 2006

É um livro infinito.
São 1200 páginas de papel de arroz, escritas em francês com pequenos caracteres. Acerca dos desertos (sobre os minerais, plantas, animais e gentes quem os habitam; sobre conquistadores, exploradores, imaginadores, músicos, pintores) palestram geógrafos, geólogos, botânicos, zoólogos, sociólogos, etnólogos, historiadores, escritores, poetas, teólogos, filósofos. Tudo intercalado pela Anthologie pour une Lecture Nomade, trechos onde bailam com o deserto autores de todo o mundo e de todo o tempo - desde o grego Heródoto do séc. V a.C até ao chileno Luís Sepúlveda dos nossos dias.
Assim é certo que qualquer coisa que se relacione com o deserto estará nestas páginas. E ainda se podem ler os capítulos pela ordem que muito bem nos aprouver. É um verdadeiro professor-dos-sete-instrumentos. A continuar a ler e a ler e a ler.


2006 foi declarado pela UNESCO como o Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação
Jota


Dark Star Safari , Paul Theroux, Penguin books, 2002

Para variar, um livro de viagens.
O americano sexagenário Paul Theroux regressa a África depois de ter sido professor no Malawi e no Uganda. Overland from Cairo to Cape Town, é este o subtítulo da obra, o percurso da sua viagem. Theroux motiva-se para esta odisseia dizendo que se dirige para escuridão, ou seja para terra incógnita. Daí o seu safari da estrela escura.
Em África nos anos sessenta foi um jovem professor optimista. Quatro décadas depois, partiu para esta aventura na expectativa. De lá voltou satisfeito mas pessimista, bastante pessimista. Gostei muito.
Quico




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